sábado, 12 de junho de 2010
Como manter a segurança em redes Wi-Fi
28-05-2010
(Jeff Bertolucci)
Descubra como obter maior proteção na internet ao usar redes wireless em locais públicos.
Após a Google noticiar publicamente que recolheu, por "acidente", informações de redes Wi-Fi, quem se acha expert em tecnologia pode estar tentado a zombar dos "ingênuos" que usam redes sem fio desprotegidas. Na verdade, provavelmente, é até justo dizer que as vítimas deveriam ter mais conhecimento sobre o uso de uma rede wireless, no entanto não fique muito convencido disso. Afinal de contas, talvez você não seja tão experiente como pensa.
Você já usou um acesso público Wi-Fi, talvez, para disparar um e-mail rápido ou alguma outra tarefa relacionada ao trabalho. Mas você se preocupou em tomar todas as precauções de segurança? Muito provavelmente, a resposta é "não", mesmo que você saiba os riscos.
No entanto, mesmo que você esteja trabalhando de um cofee-shop com rede Wi-Fi protegida , ainda assim você ainda não está seguro. Por que? Porque outros internautas também estão usando a mesma rede e senha que você, se quiserem, eles podem acompanhar todo o seu tráfego na web.
Dicas rápidas
Para impedir terceiros de acessar o seu e-mail, use um serviço que tenha HTTPS (uma conexão criptografada). Isto é importante porque quase todos os sistemas de Webmail, com excepção do Gmail e, provavelmente, o seu email do trabalho, usem HTTPS somente para logins, uma prática que prejudica a segurança.
Se sua empresa fornece uma rede virtual privada (VPN), certifique-se de que ela está em uso enquanto você acessa uma rede Wi-Fi pública.
Ainda assim, mesmo com essas precauções, você nunca está 100% seguro.
Uma recente pesquisa universitária mostrou que espiões, em breve, serão capazes de usar um programa de malware chamado "bugbot" para "sequestrar o seu celular" e ouvir as suas conversas com o uso de um notebook ou um telefone celular nas proximidades. No entanto o uso de malwares em celulares ainda é relativamente raro, mas está crescendo rapidamente.
Continuação do caso "Google Street View"
A continuação da saga do Google Street View e toda a discussão que foi gerada sobre ele, aparentemente, não terminará tão cedo. Funcionários do governo tanto da Europa como dos Estados Unidos estão pressionando a Google para obter mais detalhes sobre como a companhia conseguiu reunir dados pessoais de redes Wi-Fi, que não estavam protegidos por senha.
A Google, no dia 17 de maio, em uma postagem em seu blog, chamou o caso de acidente. Apesar de admitir a falha, uma corte distrital em Portland, Oregon, requisitou, na segunda-feira (24/5), duas cópias dos dados coletados nos Estados Unidos.
Pelo menos outras quatro ações judiciais na Califórnia, Massachusetts, Oregon e Washington foram apresentadas acusando a companhia de violação de privacidade, relatou a Reuters.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O Brasil pode ser potência em software livre?
Alan Shimel, do site Network World, relata a experiência da jornalista americana Angelica Marti, que esteve por aqui durante uma semana, conversando com empresas de TI e com o governo (há menções à Motorola e ao Serpro). Segundo a análise dele, o Brasil quer ser uma potência em software livre, uma vez que temos boa experiência em customização de soluções abertas. O objetivo seria passar a Índia, que é reconhecidamente um grande fornecedor internacional de software.
Shimel levanta ainda pontos negativos que poderiam prejudicar essa meta:
1. O salário médio no Brasil é substancialmente maior que o da Índia ou da China;
2. Nem todos os funcionários de TI sabem falar inglês com fluência (embora isso esteja mudando);
3. O estilo de vida não condiz com a ética de trabalho dos indianos e chineses (os brasileiros não trabalham tanto quanto eles).
Não concordo com as afirmações dele. Acho que o desenvolvedor brasileiro trabalha pesado. Quanto ao inglês, pode ser até uma deficiência, mas não um impedimento, principalmente porque certamente não é maioria. Agora quanto ao estilo de vida, bem, a forma de trabalho nos países mencionados é questionável. No mais, estas supostas deficiências poderiam ser vencidas por um software de qualidade.
Resumindo, possível é e vale mencionar que o primeiro passo, que é utilizar o software livre no próprio governo, ou no mínimo dar a chance de escolha, já foi feito há algum tempo. Para se ter uma ideia do que isso representa, o Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal liberou no mês passado um estudo de como está o uso de software livre. Dos 130 órgãos de administração pública que responderam ao questionário, a situação é:
* Sistemas de correio eletrônico – 54% de uso;
* Servidores de internet – 56% de uso;
* Sistemas de informação – 48% de uso;
* Estações de trabalho – 13% de uso;
* Suítes de escritório – 5% de uso.
Tenho visto pouco incentivo a empresas privadas que desenvolvem software livre. Se o objetivo é se tornar referência, temos de fato um longo caminho a percorrer.
Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/blogs/zonalivre/nas-empresas/o-brasil-pode-ser-potencia-em-software-livre/
terça-feira, 8 de junho de 2010
Oi adota serviço que rastreia todos os dados dos clientes!!!
Depois de cortar os cabos da concorrente (GVT) em algumas regiões do país, a Oi Internet adotou um programa que rastreia TUDO que os seus clientes fazem na internet. Basicamente, em termos bastante simples: se você acessar o Orkut e procurar o nome da sua namorada (ou do seu namorado) a Oi terá acesso à todas essas informações.
Recentemente a Oi adquiriu os serviços da empresa inglesa americana chamada Phorm. O sistema, que vem sendo testado desde março, é chamado no Brasil de “navegador” e a tecnologia utilizada sempre promove controvérsias. Ora, se por meros cookies as pessoas já reclamam, imagine todos os dados utilizados pelos clientes?
A empresa anunciou parceria com os portais iG, Terra e UOL. No início, o sistema será usado apenas no Rio de Janeiro, com previsão de expansão para todo o estado até o final de 2010. Segundo a empresa, o objetivo é fazer um ambiente customizável: os internautas teriam acesso as informações personalizadas de acordo com os seus gostos. Parece que a Oi Internet escolheu a “melhor” empresa para oferecer um novo serviço: a Phorm foi acusada, em países onde as políticas de privacidades são mais severas, de práticas abusivas. O que ela fez? Simples, voltou seu foco para mercados emergentes, onde os países ainda não se importam tanto com a privacidade. Sim, o Brasil é um deles.
Utilizando um nome dúbio, que levará muitos usuários a agirem por impulso (aceitando para variar, sem ler os termos) o tal “sistema” visa facilitar a navegação. Lembrando que a empresa já recebeu notificações dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra após desenvolverem um programa parecido, cujo funcionamento era muito semelhante ao de um spyware.
O sistema já virá habilitado. O usuário terá a opção de desativar, ou não. Sabe aquelas caixinha que já vem marcada, em muitos instaladores que geralmente instalam aquelas barras de ferramentas no Internet Explorer? Pois bem, o sistema já virá marcado. Você precisa olhar com cuidado para não deixar de desmarcar. A diferença entre ele e um spyware, é que o sistema não ficará instalado no computador do usuário e sim “na rede”. Complicado vai ser para desabilitar depois…
Fonte: meiobit.com
sábado, 5 de junho de 2010
Toshiba se aproxima da computação quântica
Cientistas do centro de pesquisa da Toshiba em Cambridge, Inglaterra, anunciaram ontem que o Entangled Light Emitting Diode (ELED), ou diodo emissor de luz emaranhada, abre caminho para a criação de chips semicondutores de altíssima potência.
Os computadores quânticos poderiam, em teoria, tentar múltiplas soluções para um problema ao mesmo tempo, e resolver em segundos problemas que as mais velozes máquinas atuais demoram anos para decifrar.
Mas é mais fácil falar do que fazer, no que tange a explorar os estranhos poderes da física quântica – que estuda o universo no nível dos átomos, fótons e outras partículas.
Agora, porém, Andrew Shields e seus colegas da Toshiba acreditam ter desenvolvido uma ferramenta essencial para a tarefa, na forma de um aparelho de fácil produção que pode ser conectado a uma bateria a fim de produzir luz emaranhada quando e como requerida.
“Trata-se de um grande passo porque significa que agora é possível começar a integrar diversos dispositivos em um único chip,” disse Shields.
Até agora, a equipe da Toshiba não chegou ao estágio de realizar cálculos, mas Shields acredita que circuitos básicos de computação quântica que empregam essa tecnologia podem estar disponíveis dentro de cinco anos.
Os computadores quânticos baseados em processos ópticos precisam de grande número de fótons emaranhados, nos quais as partículas de luz estão vinculadas de forma a que existam em dois estados possíveis simultaneamente – algo que Albert Einstein descreveu como “fantasmagórico.”
Até agora, produzir luz emaranhada só era possível com grandes aparelhos de laser. Mas o novo ELED da Toshiba utiliza tecnologia padronizada de semicondutores e é feito de arseneto de gálio, um material comum nos produtos eletrônicos ópticos.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/toshiba-se-aproxima-da-computacao-quantica-03062010-2.shl
Mapa da Rede de Fibra Óptica da Telebrás

SÃO PAULO - O mapa ao lado mostra por onde passam os 16 mil quilômetros de fibra óptica que a Eletronet construiu mas não utiliza.
O cabeamento liga extremos como as cidades de Fortaleza, no Ceará, à capital gaúcha, Porto Alegre, passando por municípios do interior do Nordeste, como Imperatriz, próximo da divisa do Maranhão com o Tocantins e o Pará. Regiões do Centro-Oeste como Brasília e Goiânia são atendidas pela rede.
Construída pela Eletronet, a rede nunca chegou a funcionar plenamente, já que a companhia controlada pela AES Eletropaulo e outros sócios, decretou falência. Nos últimos anos, a rede esteve embargada pela Justiça para servir de garantia aos credores da Eletronet. A empresa falida deve aproximadamente R$ 800 milhões a credores.
No início deste ano, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Governo Federal pode utilizar esse cabeamento para criar serviços de banda larga e inclusão digital. Neste caso, os credores vão resolver seus problemas com a Eletronet sem envolver a rede de fibra óptica, que neste momento está ociosa.
A rede de fibras da Eletronet é cobiçada por teles privadas. Em 2008, a Oi tentou comprar esta infraestrutura, sem sucesso.
O plano do Governo Federal é unir estes 16 mil quilômetros de banda larga a outros 5 mil quilômetros atualmente sob uso de estatais como a Petrobras. Toda essa rede seria usada no Plano Nacional de Banda Larga, cujo modelo será conhecido no início de março.
O cenário mais provável é que os 21 mil quilômetros de fibra óptica recebam mais investimentos públicos, afim de levar conexões a pequenos municípios do Brasil e regiões onde não há este tipo de tecnologia. Redes sem fio seriam construídas ligando os limites dos cabos de fibra óptica até pequenas cidades do interior.
O projeto, no entanto, é alvo de críticas por prever a criação de uma nova estatal de telecomunicações, a Nova Telebrás, que gerenciaria toda essa rede. Para os críticos, seria melhor o governo entregar esta rede a iniciativa privada.
Fonte: InfoPlantão
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Google elimina gradativamente uso interno do Windows, diz jornal
Citando diversos funcionários, o jornal afirmou que a decisão de migrar para outro sistema operacional, incluindo o Mac OS da Apple ou o Linux, começou a ser cogitada em janeiro depois que as operações do Google na China foram atacadas por hackers.
A empresa de segurança em Internet McAfee disse na época que os ataques ao Google e outros negócios exploravam uma falha desconhecida no browser Internet Explorer da Microsoft, que era vulnerável em todas as versões recentes do Windows.
Segundo o jornal, um funcionário do Google disse que "não estamos mais usando o Windows. É um esforço de segurança". Outro funcionário afirmou: "Obter uma nova máquina com Windows requer agora uma autorização do CIO (diretor de informação)".
O Google afirmou em comunicado: "Estamos sempre trabalhando para melhorar a eficácia em nossos negócios, mas não comentamos nossas questões operacionais específicas".
O Google, que já oferece email, web e outros produtos de software que concorrem com os oferecidos pela Microsoft, está desenvolvendo seu próprio sistema operacional com base no navegador Chrome, que será voltado inicialmente a netbooks ou PCs de baixo custo.
O Windows da Microsoft é usado em cerca de nove a cada 10 computadores pessoais no mundo.
terça-feira, 1 de junho de 2010
PNBL já reduz preço do link de Internet, mas concessionárias cobram fidelização dos ISPs
:: Convergência Digital :: 31/05/2010
O Plano Nacional de Banda Larga ainda engatinha, mas o mercado de capacidade para oferta de internet dá sinais de mudanças. Na semana passada, concessionárias de telefonia começaram a acenar com preços bem mais baixos no atacado, mas as propostas trazem uma novidade – contratos mais longos, de 36 meses. Para quem ouviu, ficou a impressão de que as empresas se preparam para uma competição com a Telebrás.
“O mercado esquentou, o PNBL já começa a dar bons resultados. Recebemos oferta de duas operadoras acenando com uma redução considerável no valor do Mbps, mas elas agora querem contratos com duração de 36 meses. Normalmente nossos contratos são feitos por 12 meses, máximo de 24”, diz o presidente da rede nacional de provedores Global Info, Magdiel da Costa Santos.
As propostas são tentadoras, uma vez que reduzem quase pela metade o preço médio atualmente cobrado pelo mercado para cada Mbps de capacidade. No caso das ofertas aos provedores da Global Info, o custo do Mbps cairia de R$ 1,5 mil para R$ 850. Mas, segundo Santos, ao alongar os contratos por três anos o preço seria superior ao que promete o governo com a reativação da Telebrás.
“Como associação, vamos ter muita prudência em orientar nosso associado, pois imagine que alguém que hoje pague R$ 1,5 mil por Mbps receba uma oferta para reduzir para R$ 850 por 36 meses. No primeiro momento estaria legal, mas caso a Telebrás cumpra o prometido, o provedor em questão teria feito um péssimo negócio”, avalia o presidente da Global Info.
Ele se refere a uma das principais premissas do Plano Nacional de Banda Larga para a reativação da estatal que é a oferta de capacidade por volta de R$ 230 por Mbps. O objetivo do plano é, expressamente, facilitar o acesso no atacado para que pequenos e médios provedores possam levar internet aos consumidores pelo preço máximo de R$ 35 mensais.
Como a expectativa é de que essa oferta comece ainda neste ano, com a “iluminação” dos anéis sudeste e nordeste da rede pública de fibras óticas – pelo uso da infraestrutura das estatais de energia elétrica – a cautela se justifica. Nas contas da Global Info, um contrato assinado agora por três anos poderia deixar um provedor amarrado por um longo tempo a preços muito acima daqueles prometidos pela Telebrás.
Fonte:
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=22767&sid=8